sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pesadelos de morte

Nunca pensei estar nesta situação, deitado nesta cama fria com esta bela mulher vestida com uma bata verde e com uma faca na mão a preparar-se para me abrir o peito.
Já gritei, já me tentei levantar, já chorei mas ninguém me ouve, estou preso neste momento, tudo pára menos a faca.
Dói, dói muito o primeiro corte. Aquele metal frio que corta a nossa carne como se fosse manteiga, que nos rasga a pele que nos tortura em silêncio. A dor é insuportável, quero sair daqui, quero-me levantar, mas não consigo as minhas mãos não me respondem as minhas pernas não se mexem.
Ela olha para mim com um olhar de quem percebe a minha dor, de quem sabe que dói mas que pouco ou nada pode fazer. Sinto-me tonto, já não sinto as pernas, já não sinto os braços nem o peito, já não sinto o coração. Perco-me naqueles olhos azuis. Que olham para mim enquanto as suas mãos retiram o meu cora...................



"É mais fácil suportar a morte sem pensar nela, do que suportar o pensamento da morte sem morrer." (Blaise Pascal)

2 comentários:

Luis Madureira disse...

Tens uma tendência para facas e manteiga, começo a achar que é fetiche :P. Em relação ao texto em si, é fácil de ler, tens jeito para a coisa. Como já tinha dito, não tenho jeito nenhum para fazer comentários lol

Unknown disse...

Aqui está um post daqueles que nos arrepia, não só pelo conteúdo, mas também, pela maneira como este foi escrito. Penso que qualquer pessoa que o leia se sinta na pele dos personagens, pelo menos eu senti isso. Parecia mesmo um daqueles pesadelos dos quais queremos acordar, e por mais que gritemos, choremos ou lutemos, de nada vale, pois estamos destinados a ficar presos neste sonho para sempre...

Hélia